quinta-feira, 15 de julho de 2010

BETH PARTICIPA DO SECAD


Eu participo na SECAD -
Secretaria Especial Contra a Discriminação


Coordenadora de trabalho às Mulheres Negras

BETH DA PET PARTICIPA DE EVENTO NO CENTRO DE INTEGRAÇÃO DA CIDADANIA EM FRANCISCO MORATO


CIC Centro de Integração da Cidadania localizado na Cidade de Francisco Morato, Estado de São Paulo, ação integrada entre o governo e a comunidade oferecendo varios serviços para a comunidade local, entre eles: O Conselho Comunidade Negra de Francisco Morato.



Beth da Pet estava lá prestigiando o evento

quinta-feira, 8 de julho de 2010

SENHORAS DA COMUNIDADE EM OFICINA DE COSTURA UTILIZANDO MATERIAL REAPROVEITADO

TECIDOS DE GUARDA-CHUVA PODEM SE TRANSFORMAR EM LINDAS BOLSAS!




O TRABALHO DE CRIAÇÃO E REAPROVEITAMENTO DE MATERIAIS





NÃO JOGUE SEU GUARDA-CHUVA VELHO FORA!
ELE PODE SER UTILIZADO TRANSFORMANDO O LIXO NO LUXO!

























A ARTE NA MÃO DAS SENHORAS QUE QUEREM AJUDAR A PRESERVAR O MEIO AMBIENTE!
























SÃO COM ATITUDES COMO ESSAS QUE PODEMOS AJUDAR A REDUÇÃO DO LIXO!










NOVAS IDÉIAS NAS MÃOS DE QUEM SABE FAZER DIFERENÇA!










OS TECIDOS DE GUARDA-CHUVA SÃO CUIDADOSAMENTE CORTADOS E MONTADOS PARA LINDAS SACOLAS E BOLSAS ÚTEIS E ECOLOGICAMENTE CORRETAS!






PROFESSORA SONIA EM AULA DE COSTURA.




















ADOTE ESSA IDÉIA! ELA VAI FAZER TODA DIFERENÇA.























CONVIDE SUAS AMIGAS. MONTE CONOSCO UMA OFICINA DE COSTURA PARA APRENDER A USAR MATERIAIS DESCARTADOS E QUE PODEM SER RECICLADOS.















SENHORAS ESCOLHENDO A ESTAMPA DA BOLSA.














BETH DA PET ESCOLHENDO O TECIDO.























































PARCERIA NA APRENDIZAGEM



























BETH DA PET COM A PROFESSORA SONIA EM AULA DE COSTURA.














CLIMA DE DESCONTRAÇÃO E ALEGRIA!






































































EXPERIMENTANDO AS MÁQUINAS DE COSTURA


























































































terça-feira, 6 de julho de 2010

VEJA AS FOTOS DO BAIRRO PROXIMO AO TERRENO ABANDONADO HÁ 50 ANOS. VAMOS JUNTOS LUTAR PARA QUE NESSE TERRENO SEJA CONSTRUÍDO UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA




COMÉRCIO LOCAL


FOTO DO TERRENO BALDIO



ÁREA DE GRANDE MOVIMENTAÇÃO COMERCIAL










PROPOSTA DE CAMPANHA - BETH DA PET MOSTRA O ABANDONO DO TERRENO NA AV. TEOTONIO VILELA E PROPÕE UTILIZAÇÃO EM PROL DA COMUNIDADE DA REGIÃO.

Elisabeth Ferreira uma mulher negra, luta pela comunidade e pela sobrevivência do dia a dia.
Saúde, transporte, segurança e o meio ambiente são suas bandeiras de trabalho; luta pela construção do Hospital de Referência da Mulher em um espaço que há mais de 50 anos esta abandonado, um terreno baldio (ver fotos) localizado na Av. Teotônio Vilela na altura do nº 800, na Cidade Dutra. Nesse grandioso projeto na região sul seriam atendidas as vitimas de violência doméstica, um Centro de convivência do Idoso e da Comunidade em geral, vítimas de acidentes de trânsito, atendimento psicológico aos condutores de ônibus que percorrem grandes corredores, muitas vezes atravessando toda a cidade; motoboys acidentados necessitando atendimento de urgência; enfim um projeto de saúde de qualidade com profissionais das diferentes áreas médicas que traria para a região um novo olhar para uma comunidade que tem carência de tudo. A mulher negra, corajosa, levanta a sua bandeira e a sua comunidade! Devemos lutar pela Senadora Marina mulher que sempre lutou e deseja lutar pela nossa origem, esta é a hora chegaremos lá!
Comunidade negra, com paixões, necessidade de trabalho, estudo público de qualidade, direito de todos garantindo na Constituição. Vamos sair de cima do muro! A grande maioria opta por ficar na defensiva, procurando agradar classe A, B ou C ou seguir as pesquisas. A verdadeira opinião pública sabe: O menor virá a ser mil, e o mínimo uma Nação forte.
Chegaremos lá!


Beth da Pet –

domingo, 4 de julho de 2010

BETH DA PET LEVA COMUNIDADE A PASSEIO AMBIENTAL

























Passeio ao Parque Ecológico do Tietê leva moradores de Interlagos a refletir sobre as questões ambientais.

BETH DA PET


Foi no dia 26/06/2010 que aconteceu um passeio com crianças, jovens, senhoras e idosos, todos moradores da região de Interlagos coordenado pela candidata a Deputada Estadual Elisabeth Ferreira – A Beth da Pet.
Foram horas agradáveis acompanhados pela Diretora Lucineide representando o Centro para Juventude Mãe Sofia, que o grupo participante pode usufruir de um passeio ambiental explorando a vegetação local, o solo que permite o armazenamento natural das águas das chuvas, uma explanação sobre o reaproveitamento de materiais descartáveis e a conscientização sobre a importância da preservação da natureza.
Os participantes puderam aproveitar o pedalinho na várzea do Rio Tietê, saborear um gostoso churrasco ao ar livre favorecendo uma integração entre todos os presentes no local.
A recreação fez parte do evento ao Parque Ecológico aproveitando a oportunidade perante toda a beleza do local para abordar temas ligados à natureza como: reutilização e reciclagem de materiais inservíveis, respeito aos animais, conservação dos nossos rios, não jogando lixo nas suas margens e nem nos bueiros e com isso usufruir de tudo que a natureza pode nos proporcionar para uma melhor qualidade de vida.
Com o encontro Elisabeth Ferreira procurou através dos participantes a multiplicação de ações de consciência ambiental propondo a todos um envolvimento na luta e recuperação de áreas verdes já tão escassas na nossa cidade.

Veja as fotos do evento.

BETH DA PET COM MARINA SILVA CANDIDATA A PRESIDENTE DO BRASIL


UM TEXTO COMOVENTE DE MARINA SILVA

LEIA A SEGUIR:


Texto de Marina Silva sobre Avatar (o filme).
"Teve um momento, vendo Avatar, que me peguei levando a mão à frente para tocar a gota d´água sobre uma folha, tão linda e fresca.
Do jeito que eu fazia quando andava pela floresta onde me criei, no Acre.
A guerreira na'vi bebendo água na folha como a gente bebia.
No período seco, quando os igarapés quase desapareciam, o cipó de ambé nos fornecia água. Esse cipó é uma espécie de touceira que cai lá do alto das árvores, de quase 35 metros, e vai endurecendo conforme o tempo passa. Mas os talos mais novos, ainda macios, podem ser cortados com facilidade. Então, a gente botava uma lata embaixo, aparando as gotas, e quando voltava da coleta do látex, a lata estava cheia. Era uma água pura, cristalina, que meu pai chamava de água de cipó. E aprendíamos também que se nos perdêssemos na mata, era importante procurar cipó de ambé, para garantir a sobrevivência.
Me tocou muito ver a guerreira na'vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e minhas irmãs. Ele fazia um jogo pra ver quem sabia mais nomes de árvores. Quem ganhasse era dispensada, ao chegar em casa, de cortar cavaco para fazer o fogo e defumar a borracha que estávamos levando. A disputa era grande e nisso ganhávamos cada vez mais intimidade com a floresta, suas riquezas e seus riscos.
A gente aprendia a reconhecer bichos, árvores, cipós, cheiros. Catávamos a flor do maracujá bravo pra beber o néctar, abrindo com cuidado o miolinho da flor. Lá se encontrava um tiquinho de mel tão doce que às vezes dava até agonia no juízo, como costumávamos dizer.
É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade. Sofrida e densa, cheia de riscos, mas insubstituível em beleza e força. Éramos muito pobres, mas não passávamos fome. A floresta nos alimentava. A água corria no igarapé. Castanha, abiu, bacuri, breu, o fruto da copaiba, pama, taperebá, jatobá, jutai, todas estavam ao alcance. As resinas serviam de remédio, a casca do jatobá para fazer chá contra anemia. Folha de sororoca servia pra assar peixe e também conservar o sal. Como ele derretia com a umidade, tinha que tirar do saco e embrulhar na folha bem grande, que geralmente nasce em região de várzea. Depois amarrava com imbira e deixava pendurado no alto do fumeiro para que o calor mantivesse o sal em boas condições. Aprendi também com meu pai e meu tio a identificar as folhas venenosas que podiam matar só de usá-las para fazer os cones com que bebíamos água na mata.
O filme foi um passeio interno por tudo isso. Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore. Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido. E enquanto cai o mundo, cai também a confiança entre os diferentes, quando o personagem principal se confessa um agente infiltrado para descobrir as vulnerabilidades dos na'vi. E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.
O filme também me remeteu ao aprendizado ao contrário, quando fui para a cidade e comecei a aprender os códigos daquele mundo tão estranho para mim. Ali fui conduzida por pessoas que me ensinaram tudo, me apontaram as belezas e os riscos. E também enfrentei, junto com eles, o mal e a violência da destruição.
Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre. Principalmente quando, a partir da década de 70 do século passado, transformaram extensas áreas da Amazônia em fazendas, expulsando pessoas e comunidades, queimando casas, matando índios e seringueiros. A arrasadora chegada do "progresso" ao Acre seguiu, de certa forma, a mesma narrativa do filme. Nossa história, nossa forma de vida, nosso conhecimento, nossas lendas e mitos, nada disso tinha valor para quem chegava disposto a derrubar a mata, concentrar a propriedade da terra, cercar, plantar capim e criar boi. Para eles era "lógico" tirar do caminho quem ousava se contrapor. Os empates, a resistência, a luta quase kamikaze para defender a floresta, usando os próprios corpos como escudos, revi internamente tudo isso enquanto assistia Avatar.
A ficção dialoga muito profundamente com a realidade. Seres humanos, sem conhecimento sensível do que é a natureza, chegam destruindo tudo em nome de um resultado imediato, com toda a virulência de quem não atribui nenhum valor àquilo que está fora da fronteira estreita do seu interesse imediato. No filme, como o valor em questão era a riqueza do minério, a floresta em si, com toda aquela conectividade, toda a impressionante integração entre energias e formas de vida, não vale nada para os invasores. Pior, é um estorvo, uma contingência desagradável a ser superada.
Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com Chico Mendes. E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço.
É uma visão tão arrogante, tão ciosa da exclusividade do seu saber, que tudo o mais é tido como desimportante e, consequentemente, não deve ser levado em conta. É como se se pudesse, por um ato de vontade e comando, anular a própria realidade. Como se o que está no lugar que se transformou em seu objeto de desejo, fosse uma anomalia, um exotismo, uma excrescência menor.
E, afinal, essa arrogância vem da ignorância e da falta de instrumentos e linguagem para apreender a riqueza da diferença e extrair dela algum significado relevante e agregador de valor. Numa inversão trágica, a diferença é vista apenas como argumento para subjugar, para estabelecer autoritariamente uma auto-definida superioridade. Poderíamos chamar tudo isso de síndrome do invasor, cujo principal sintoma é a convicção cega e ensandecida, movida a delírios de poder de mando e poder monetário, de ser o centro do mundo.
No Acre nos deparamos com muitos que viam nossos argumentos como sinônimo de crendices, superstição. Coisa de gente preguiçosa que seria "curada" pelo suposto progresso de que eles se achavam portadores. Por outro lado, também chegaram muitos forasteiros que, tal como a cientista de Avatar e o grupo que a seguiu, compreenderam que nosso modo de vida e a conservação da floresta eram uma forma de conhecimento que poderia interagir com o que havia de mais avançado no universo da tecnologia, da pesquisa acadêmica e das propostas políticas de mudanças no modelo de desenvolvimento que eram formuladas em todo o mundo. Com eles, trocamos códigos culturais, aprendemos e ensinamos.
Fiquei muito impressionada como esse processo está impregnado no personagem principal de Avatar. Ele se angustia por não saber mais quem é, e só recupera sua integridade e identidade real quando começa a se colocar no lugar do outro e ver de maneira nova o que antes lhe parecia tão certo e incontestável. Sua perspectiva mudou quando viu a realidade a partir do olhar e dos sentimentos do outro, fazendo com que a simbiose presente no avatar, destinado a operar a assimilação e subjugação dos diferentes, se transformasse num poderoso instrumento para ajudá-los a resistir à destruição.
Pode-se até ver no filme um fio condutor banal, uma história de Romeu e Julieta intergalática. Não creio que isso seja o mais importante. Se os argumentos não são tão densos, a densidade é complementada pela imagem poderosa e envolvente, pelo lúdico e a simplicidade da fala. Se houvesse uma saturação de fala, de conteúdos, creio que perderia muito. A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza.
E, se nada mais tenho a dizer sobre Avatar, quero confessar que aquele povo na'vi tão magrinho e tão bonito foi para mim um alento. Quando fiquei muito magra, na adolescência, depois de várias malárias e hepatite, me considerava estranha diante do padrão de beleza que era o das meninas de pernas mais grossas, mais encorpadas. Sofria por ser magrinha demais, sem muitos atributos. Agora tenho a divertida sensação de que, finalmente, achei o meu "povo", ainda que um pouco tarde. Houvesse os na´vi na minha adolescência e, finalmente, eu teria encontrado o meio onde minhas medidas seriam consideradas perfeitamente normais."

Marina Silva